Bronquiolite: doença comum em crianças pode levar à UTI

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Dr. Daniel Augusto Ara, pediatra do Centro Médico São José de Cerquilho;

 

Pediatra dá dicas de identificar complicações e saber a hora certa de procurar o médico;

Tosse, febre e congestão nasal são sintomas característicos da maioria das doenças respiratórias, mas podem significar um problema sério em crianças menores de 2 anos. A bronquiolite, doença causada por vírus, muito comum nos meses de outono e inverno e que, nos casos mais severos, pode levar a criança a internação em UTI.

Dr. Daniel Augusto Ara, pediatra do Centro Médico São José, de Cerquilho (SP), conta que a doença é muito frequente. “A bronquiolite é uma doença muito comum entre os meses de março e julho. Praticamente todas as crianças serão acometidas até os 2 anos de idade. O quadro se inicia com sintomas que sugerem um resfriado, como tosse, febre (geralmente baixa) e congestão nasal. Na grande maioria dos casos, possui evolução benigna, porém pode se complicar”, explica.

“O índice de agravamento é baixo, onde menos de 5% dos casos evoluem com algum tipo de complicação, como a broncopneumonia e a insuficiência respiratória. Nestes casos, há a necessidade de hospitalização”, complementa o médico.

A doença dificulta a respiração, pois causa uma inflamação dos bronquíolos. “A inflamação leva a um acúmulo de secreção nas vias aéreas, o que causa dificuldade para respirar, que pode variar de leve a intensa. Os casos mais severos vão necessitar de suporte de oxigênio e hidratação endovenosa em enfermaria ou UTI”, alerta.

O principal agente causador dessa doença é o vírus sincicial respiratório (VSR), responsável por 30 a 65 % dos casos de internação no Brasil. “O contagio se dá através do ar e contato entre pessoas. Não existe uma vacina específica até o momento, mas sim uma profilaxia passiva feita com um anticorpo chamado Palivizumabe, indicado para algumas crianças com chance maior de ter uma complicação, como os prematuros extremos, portadores de doenças pulmonares crônicas ou cardiopatias congênitos. A profilaxia deve ser feita nos pacientes pertencentes aos grupos de risco, menores de 1 ano, mensalmente, nos meses de maior incidência da doença. Esse esquema é adotado devido ao alto custo desse tratamento”, declara.

O diagnóstico é clínico, onde o médico vai se basear nos sintomas e antecedentes da criança. “Além dos sintomas já mencionados, a criança pode apresentar irritabilidade, falta de apetite, abatimento e até episódios de apneia (pausa respiratória)”, complementa o médico.

O tratamento consiste basicamente no suporte clínico. “Os cuidados envolvem hidratação frequente, higiene nasal, inalações com soro fisiológico e suporte de oxigênio, quando necessário. A duração dos sintomas é de aproximadamente 2 semanas. Como a grande maioria dos quadros respiratórios virais, não existe um tratamento específico para a bronquiolite, enfatizamos as medidas de suporte clínico. Ao longo dos dias o próprio organismo combate a doença, porém, se os pais perceberem qualquer piora, a criança deve ser levada para uma avaliação médica. A prevenção é feita evitando locais fechados, aglomerações de pessoas e contato com doentes e lavagem das mãos, conclui Dr. Daniel.

O Centro Médico São José fica na Avenida Presidente Washington Luiz, 392, Centro, em Cerquilho. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (15) 3288-4848, pelo site:www.centromedicosaojose.com.br ou pelo Facebook: www.facebook.com/centromedicosaojose.

 

Fonte: QNotícia Comunicação.

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