Consulta periódica ao ginecologista ajuda quem deseja ser mãe

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Dr.Paulo Padovani. Foto: Bolly Vieira

O sonho de ser mãe às vezes esbarra em problemas que à primeira vista parecem complicados, mas que são relativamente simples e podem ser facilmente solucionados com a ajuda da medicina. “Vulvovaginites, feridas no colo do útero e síndrome do ovário policístico são problemas que, se não forem tratados, comprometem a fertilidade”, alerta o ginecologista Paulo Arthur Machado Padovani, diretor do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba, instalado na Santa Casa de Piracicaba.
“O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para que a mulher possa engravidar de forma natural”, afirma o ginecologista. Ele explica que as vulvovaginites__ infecções na via baixa (colo do útero, vagina e vulva)__, se não tratadas de forma correta, podem subir e provocar infecções nas trompas, causando infertilidade. Estudos apontam que 35% dos casos de infertilidade feminina são por problemas nas trompas.
O médico explica que estas infecções são provocadas por microorganismos, como as bactérias e fungos que dão origem à candidíase, tricomoníase e clamídia. Os principais sintomas são inflamação da vulva e vagina, vermelhidão, corrimento e coceira. O diagnóstico é feito por exames clínicos e laboratoriais. O tratamento, indicado por ginecologista, consiste em medicamentos orais e mudança de hábitos.
“As vulvovaginites são, frequentemente, desencadeadoras de problemas de infertilidade. Por isso, a importância das consultas periódicas com o ginecologista e o tratamento de possíveis infecções genitais”, ressalta Padovani.
As chamadas feridas no colo do útero, de acordo com o ginecologista, são, na verdade, uma reversão da mucosa, que sai para fora do colo do útero e provoca alteração da flora vaginal, corrimentos e secreções. A causa, geralmente, ocorre na puberdade devido ao estímulo hormonal nesta época. “Com o tempo, esta alteração pode estimular corrimentos, favorecendo infecções vaginais. Por isso, a importância do tratamento, geralmente feito através de cauterização”, relata.
A Síndrome dos Ovários Policísticos, que afeta 20% das mulheres na fase de vida reprodutiva, é um distúrbio que interfere no processo normal de ovulação, em virtude de desequilíbrio hormonal, e leva à formação de cistos, informa o ginecologista, acrescentando que a portadora da síndrome ovula com menor freqüência e tem ciclos, em geral, irregulares. O tratamento, segundo o especialista, é feito com medicações, definidas pelo ginecologista.
QUANDO A GRAVIDEZ É PLANEJADA
Planejar a gravidez é uma forma de garantir gestação tranquila para a mãe e para o bebê. A informação é do ginecologista Paulo Padovani, do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba.
“Quando a consulta é feita com antecedência, o ginecologista tem a chance de fazer uma avaliação da parte imunológica, garantindo acesso a algumas vacinas que a paciente não tenha tomado durante a vida”, destaca Padovani. Neste período, o médico também prescreve a suplementação vitamínica, que na pré-concepção evita alguns problemas específicos, como aborto e trabalho de parto prematuro.
O ideal, segundo o ginecologista, é que a suplementação vitamínica seja iniciada nos meses anteriores ao início da gestação. “O ácido fólico é prescrito três meses antes de a mulher interromper o método contraceptivo e deve ser mantido até o terceiro mês de gestação”, afirma. O componente atua na proteção contra defeitos do tubo neural no feto, fenda labial/palatina, cardiopatia e síndrome de Down, além de diminuir o risco de abortos. Também pode contribuir na prevenção de diabetes gestacional tardia.
Na mesma época, o ginecologista costuma indicar a ingestão de vitaminas C, D e E. “A vitamina C apresenta ação antioxidante, melhorando a resposta imunológica. A vitamina E protege os tecidos do corpo, atuando beneficamente em pacientes com dificuldade reprodutiva. A vitamina D tem importância para o sistema imunológico e crescimento ósseo, atuando na absorção do cálcio”.

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