Endometriose: doença que pode causar infertilidade afeta mais de 6 milhões de mulheres no Brasil

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Dra. Daniele Peev, ginecologista do Centro Médico São José de Cerquilho.

Prevenção e diagnóstico precoce diminuem chances de complicações e aumentam eficiência do tratamento.

Todas as mulheres em idade fértil passam, mensalmente, pelo período menstrual, onde o útero elimina o óvulo não fecundado e prepara-se, mais uma vez, para receber uma possível gravidez.

Caracterizado por dores abdominais, inchaços e sangramento, os sintomas menstruais fogem ao natural quando são exagerados e atrapalham a qualidade de vida das mulheres, chegando, em alguns casos, a incapacitar para o trabalho.

Dra. Daniele Peev, ginecologista e obstetra do Centro Médico São José, de Cerquilho (SP), alerta que, quando isso acontece, é necessário estar atento para a endometriose. “A doença é causada quando o endométrio, mucosa que reveste o útero, segue no fluxo contrário ao natural da menstruação e acaba se fixando em órgãos, como ovários, bexiga ou intestino. O problema provoca inflamações e muita dor, que normalmente não passa com o uso de remédios”, explica.

Mais frequente em adolescentes e mulheres com até 30 anos, a endometriose não só provoca dor intensa, durante o período menstrual, como dificulta ações rotineiras, como trabalhar, ir ao banheiro e ter relações sexuais. “Pesquisas revelam que mais de 6 milhões de mulheres passam pelo problema, que leva, em média, 10 anos para ser descoberto. O diagnóstico tardio pode trazer consequências sérias, como a infertilidade”, destaca a especialista.

As consultas periódicas e a realização de exames podem antecipar o diagnóstico, orientando para o melhor tratamento. “As visitas regulares ao ginecologista são extremamente importantes, pois exames, como a ultrassonografia transvaginal, podem acender o alerta para a doença”, completa Dra. Daniele.

Com os sintomas característicos e a suspeita levantada pelo ultrassom, são solicitados exames complementares, como a dosagem hormonal e demais laudos laboratoriais e de imagem, como a ressonância magnética. “Caso os indícios se confirmem, é realizada a videolaparoscopia, cirurgia diagnóstica realizada em ambiente hospitalar, em que uma câmera é introduzida no abdômen, através de pequenas incisões. Com este recurso, o médico pode visualizar onde estão os pontos de endometriose e orientar o melhor tratamento”, conta a especialista do Centro Médico São José.

As formas de tratamento da endometriose variam de acordo com a gravidade da doença, que pode incluir o uso de medicamentos e, até mesmo, cirurgias. “O tratamento envolve a suspensão da menstruação, com o uso de medicamentos e o controle hormonal, por meio de pílulas anticoncepcionais, DIU Mirena, que é um pequeno bastão introduzido no útero e que libera hormônios, entre outros recursos. Inclusive, estão sendo desenvolvidas novas alternativas, como um hormônio que reduz em até 50% os focos de endometriose”, adianta.

Nos casos graves, é necessário fazer cirurgias para a remoção da endometriose, reforçando a importância da prevenção, diagnóstico e tratamento precoce. “É fundamental se prevenir, ir ao ginecologista regularmente e ter uma vida saudável. Existem estudos que revelam que uma boa noite de sono, prática de exercícios físicos e alimentação balanceada reduzem a probabilidade de desenvolver a doença”, conclui Dra. Daniele.

Mais informações podem ser obtidas no site: www.centromedicosaojose.com.br ou no www.facebook.com/centromedicosaojose.

 

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Fonte: QNotícia Comunicação.

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