Métodos contraceptivos revolucionaram a sociedade feminina há 60 anos

0
631
Dra. Daniele Peev, ginecologista do Centro Médico São José de Cerquilho.

Medicamentos possibilitaram planejamento familiar e a escolha do momento de ser mãe.

O mês de março é mundialmente lembrado, há mais de 1 século, pelo Dia Internacional da Mulher, por conta do movimento surgido em 1908, quando protestos femininos por igualdade tomaram os Estados Unidos e, posteriormente, ganharam o mundo.

As mulheres, aos poucos, foram conquistando seu espaço na sociedade, até que, em 1957, foi dado um dos passos mais importantes desta trajetória: o surgimento dos anticoncepcionais.

Agora, as mulheres não só poderiam lutar por seus direitos, buscando realização profissional e pessoal, como também incluir em seus planos a possibilidade de decidir o momento certo de ser mãe, sem atrapalhar ou adiar os demais sonhos.

Dra. Daniele Peev, médica ginecologista e obstetra do Centro Médico São José, de Cerquilho, conta que a primeira pílula anticoncepcional surgiu de maneira curiosa, como tratamento de outro problema. “O primeiro anticoncepcional tinha a finalidade de controlar distúrbios menstruais. Chamado de Enovid, trazia na bula uma advertência: o uso deste medicamento pode causar suspensão temporária da fertilidade”, lembra a médica.

Em pouco tempo, o novo remédio ganhou popularidade entre as mulheres que buscavam o efeito colateral (a interrupção da fertilidade), até ser aprovado, em 1960, como o primeiro anticoncepcional oral.

Desde esta época, muita coisa mudou. Os métodos anticoncepcionais se popularizaram no mundo todo. Atualmente, a variedade de fabricantes, tipos e preços pode até causar um nó na cabeça. Afinal, qual é o melhor método anticoncepcional?

A ginecologista conta que não existe um método melhor do que o outro. “Não é possível comparar a eficiência, pois são artifícios com funcionalidades diferentes. O recomendado é utilizar o método indicado pelo ginecologista, que irá levar em conta a saúde, solicitar e conferir os exames e, só então, definir qual o contraceptivo mais indicado para o perfil da paciente”, explica.

Para diminuir as dúvidas, Dra. Daniele enumerou os principais métodos disponíveis no mercado e em quais casos são indicados:

Preservativos de látex: as populares camisinhas são um recurso simples e eficiente. Impedindo o contato dos espermatozoides com o óvulo, não só evita a gravidez, como também é o único que protege contra doenças sexualmente transmissíveis. A contraindicação é em casos de alergia ao látex, mas há no mercado opções fabricadas em materiais sintéticos, o que resolve este problema. Também é um dos mais baratos, sendo amplamente distribuído de forma gratuita na rede pública de saúde de todo o Brasil.

Pílula anticoncepcional: um dos mais conhecidos e seguros disponíveis atualmente. Funcionam interrompendo o ciclo menstrual, evitando a ovulação e a consequente gravidez. Suas poucas contraindicações incluem casos em que a pessoa possui doenças cardiovasculares, ou problemas, como: colesterol elevado, tabagismo, obesidade e complicações no sistema circulatório.

Dispositivo Intrauterino (DIU):  o DIU é um pequeno objeto de cobre, em forma de “T”, que é inserido no útero por um médico. Atua impedindo que o óvulo fecundado se fixe no endométrio. É o mais recomendado para mulheres mais jovens. Possui alta eficiência por cerca de 10 anos. Ao ser retirado, a fertilidade volta normalmente. A contraindicação é que, em alguns casos, pode aumentar o fluxo menstrual e as cólicas.

DIU Mirena:  assim como o DIU de cobre, é um dispositivo inserido no útero. Feito de material especial, possui hormônios que são controladamente liberados. É o mais indicado em casos de fortes cólicas menstruais ou fluxo elevado. Também é recomendado para mulheres com endometriose, pois os hormônios ajudam a controlar o problema. Possui eficácia superior a 99%, sendo também reversível. Suas contraindicações incluem casos de doenças no útero e alergia ao hormônio levonorgestrel.

Implante de pele:  é uma pequena cápsula que contém o hormônio etonogestrel. Possui cerca de 4 cm de comprimento e 2 mm de espessura, tamanho semelhante ao de um palito de fósforo. É introduzido embaixo da pele do braço, pelo médico. O hormônio atua impedindo a liberação do óvulo para o ovário. As contraindicações são as mesmas dos outros contraceptivos hormonais, como a pílula e o DIU Mirena.

Contraceptivo de emergência: popularmente chamado de “pílula do dia seguinte”, possui alta carga hormonal. É indicado quando um dos métodos citados acima falha, como quando ocorre o rompimento da camisinha ou se esquece de tomar a pílula. É eficaz se tomado até 72h após a relação desprotegida, não sendo recomendado o uso por mais de três vezes durante um ano. O abuso deste tipo de medicamento pode torná-lo ineficiente e aumentar o risco de doenças, como:  câncer de mama, útero ou problemas hormonais.

Métodos cirúrgicos: também existem os métodos cirúrgicos, como a laqueadura, em que as tubas uterinas são bloqueadas com clipes de titânio, ou removidas. No caso da remoção, o processo é irreversível, sendo indicado apenas para mulheres que já tiveram seus filhos e não desejam engravidar nunca mais.

Os métodos contraceptivos hormonais não só contribuem para impedir a gravidez, mas também para melhorar a qualidade de vida. “Há mulheres que sofrem com cólicas ou fluxo excessivo, crises graves de TPM ou, ainda, as adolescentes com acne e as mulheres de mais idade, encaminhando para a menopausa. Em todos esses casos, os hormônios podem contribuir para amenizar os problemas”, conclui Dra. Daniele.

O Centro Médico São José fica na Avenida Presidente Washington Luiz, 392, Centro, Cerquilho, SP. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (15) 3288-4848, pelo site www.centromedicosaojose.com.brou pelo Facebook: www.facebook.com/centromedicosaojose.

 

_______________________________

Fonte: QNotícia Comunicação.

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA