Novas tecnologias levam microchips para próteses de silicone

0
2598
Dr. Filipe Alferes - Cirurgião Plástico do Hospital Santo Antonio de Votorantim/QNotícia Comunicação.

Cirurgião plástico pode acessar dados do implante e da paciente por meio de dispositivo eletrônico; recurso torna próteses mais seguras, além de revelar possíveis problemas, sem necessidade de exames ou cirurgias.

O Brasil lidera o ranking mundial de cirurgias plásticas. Segundo os dados mais recentes da International Society of Aesthetic Plastic Surgery, cerca de 10% de todos os procedimentos estéticos do mundo são feitos em nosso país, o que daria mais de 1 milhão de cirurgias, por ano. Com tantas intervenções, centros clínicos especializados e cada vez mais médicos atuando no setor, surge a necessidade de controlar, com maior rigor, a procedência, a segurança e a qualidade das próteses utilizadas, além de ter um acompanhamento cada vez mais detalhado da saúde dos pacientes.

Neste sentido, visando à integridade próteses de silicone e a segurança do procedimento, foi lançada no mercado uma nova geração de implantes chamados de “inteligentes”. Eles contam com um microchip, em que são armazenadas diversas informações, como conta Dr. Filipe Alferes, cirurgião plástico do Hospital Santo Antonio de Votorantim. “A prótese inteligente é visualmente igual às convencionais, no entanto, a tecnologia empregada muda bastante, pois possuem um microchip, onde estão informações, como: nome do fabricante, data de fabricação, lote, modelo, data da cirurgia e dados de identificação e de saúde da pessoa que recebeu a prótese mamária”, detalha.

Com estas informações armazenadas no silicone, é muito mais rápido, prático e eficiente o acesso às informações do produto e do paciente. A captação dos dados será por meio de leitor compatível, um acessório de uso exclusivo do médico. “O cirurgião plástico, ao aproximar o leitor da prótese, já recebe todas essas informações, o que pode ser muito útil, caso o paciente precise passar por outro médico que desconheça seu histórico, seja por mudança de cidade, ou em uma situação de emergência”, enfatiza Dr. Filipe.

Outro recurso, empregado na nova tecnologia, é uma rede de sensores, que percorre toda a superfície do implante. “Uma malha especial que envolve a prótese pode detectar uma possível anormalidade. Caso o silicone sofra alguma avaria, ou rompimento, os dispositivos enviam a informação ao chip e, da próxima vez que a pessoa for ao médico, o leitor receberá um alerta sobre a condição do produto”, conta o cirurgião plástico.

Tanta tecnologia assim parece custar uma fortuna, no entanto, as novas próteses, que chegarão ao mercado no início do ano que vem, terão valor próximo às convencionais. “Visto que é um produto de alta tecnologia, o preço acaba sendo um pouco superior, porém, acaba compensando, devido à precisão que o dispositivo eletrônico propicia, além disso, ao contrário do que algumas pessoas possam imaginar, o componente eletrônico do silicone não interfere em sistemas eletromagnéticos, como raio-x de aeroportos, portas de bancos ou exames de radiografia”, explica o especialista do Hospital Santo Antonio.

Assim como ocorre com todas as próteses, a indicação da cirurgia não depende somente do desejo do paciente. “Quem deseja colocar uma prótese de silicone precisa, antes de tudo, consultar um cirurgião plástico credenciado na Associação Brasileira de Cirurgia Plástica e no Conselho Regional de Medicina. Assim, a segurança é bem maior. Feito isto, são realizados exames para atestar as condições de saúde e, dependendo do caso, também são feitas consultas com médicos e psicólogos. Com tudo em ordem, é possível realizar a cirurgia com o menor risco possível de complicação”, conclui Dr. Filipe.

 

Fonte/Foto: QNotícia Comunicação.

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA