Otosclerose pode levar à deficiência auditiva

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Dra. Vanessa Gardini, fonoaudióloga da Pró-Ouvir Aparelhos Auditivos.

Doença que afeta 10% da população mundial adulta tem avanço lento e requer cuidados!

Assim como qualquer limitação física e sensorial, a perda de audição atrapalha, e muito, a qualidade de vida de quem sobre com o problema. Causada principalmente pela exposição excessiva a ruídos elevados, a surdez também pode surgir por conta de doenças, como a otosclerose, que atinge cerca de 10% da população mundial adulta, segundo estudo publicado pelo Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, da Universidade do Porto, em Portugal.

Quem explica o problema é Dra. Vanessa Gardini, fonoaudióloga da Pró-Ouvir Aparelhos Auditivos, de Sorocaba (SP). “A otosclerose causa uma falha na formação óssea do ouvido interno, mais especificamente no estribo, que sofre com crescimento anormal. Este osso precisa vibrar para transmitir os sons, mas a doença vai paralisando o movimento, o que diminui a capacidade de escutar, caracterizando perda auditiva”, detalha.

A doença afeta, na maioria dos casos, mulheres entre 20 e 30 anos. “Embora as mulheres nesta faixa etária sejam mais propensas, a doença pode aparecer em qualquer idade, afetando também os homens”, complementa a especialista, que alerta para mais um agravante. “A hereditariedade é um fator importante, quando falamos de otosclerose. Caso um dos pais sofra com a doença, há 25% a mais de chances de desenvolvê-la. Em o problema afetando os dois pais, a probabilidade aumenta para 50%”, afirma.

A principal consequência da otosclerose é a dificuldade para escutar sons mais baixos. No entanto, se não tratado, o mal pode se agravar e apresentar outros sintomas. “Nos casos mais avançados, a perda auditiva aumenta, sendo difícil ouvir até os sons mais altos, como a buzina de um carro, por exemplo. Também é comum o surgimento de tontura e zumbido no ouvido”, destaca Dra. Vanessa.

Para que o tratamento seja eficaz, é fundamental procurar atendimento especializado. “O profissional de fonoaudiologia investigará as causas dos sintomas com exames específicos, como a audiometria e a impedanciometria. Com os laudos em mãos, é possível identificar o estágio da doença e o médico orientar o melhor tratamento”, conta.

Muitas vezes, o uso de aparelhos auditivos é suficiente para compensar a audição perdida, no entanto, outras medidas podem ser necessárias. Nos casos mais sérios, é indicada uma cirurgia.

Como a otosclerose é uma doença que comumente tem origem genética, não é possível agir de forma a evitá-la. “A otosclerose é diferente de outros fatores que causam perda auditiva. A melhor forma de lidar com o problema é consultar um fonoaudiólogo, assim que notar alguma dificuldade em escutar, ou agir preventivamente, caso haja histórico familiar da doença. O ideal é consultar-se com um especialista uma vez por ano, além de cuidar bem da saúde em geral”, conclui Dra. Vanessa.

Fonte: Pró-Ouvir Aparelhos Auditivos. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (15) 3231-6776 ou pelo site: www.proouvir.com.br.

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QNotícia Comunicação.

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